Feliz Festa da Lua

Eu já ia esquecendo disso! Graças a nossa leitura Sueli Suzuka (valeu Sueli)! Estamos no meio do outono do hemisfério norte, 15º dia do oitavo mês do calendário lunar, logo é dia da festa da lua!

Ano passado já fiz um longo post descrevendo a festa: 

E já faz quase um ano (já que o ano lunar é um pouco menor que o nosso baseado no calendário gregoriano). É uma das maiores e mais tradicionais cerimônias familiares dos chineses, marcado pelo consumo de bolinhos de lua e pela contemplação da lua. Fazendo parte dos ritos agrícolas dos chineses, a Festa da Lua retribui no Outono a colheita das boas safras pedidas durante a Festa da Primavera.

Em tempos antigos, cada vez que chegava esta festa, as pessoas faziam oferendas à divindade da lua com bolos refinados. Após as oferendas, os membros da família realizavam alegre reunião familiar. Estes costumes transmitem-se de ano para ano até hoje. Sob a luz brilhante da lua cheia, toda a família se senta a contemplá-la, enquanto come deliciosos “bolos da lua”, também chamados “bolo bate-pau”, por serem metidos à paulada dentro das formas de madeira.

É uma das poucas festividades em que os rituais são cumpridos por mulheres, que colocam os altares ao ar livre, enfeitados com muito formalismo, aguardando que a lua atinja o seu ponto mais alto no firmamento, para começarem as rezas. É também uma ocasião em que as famílias saem em direcção às praias, jardins e locais elevados para admirarem a lua e fazerem piqueniques ao luar.
Em Macau as pessoas juntam-se tradicionalmente junto aos lagos Nam Van, nos jardins da cidade e nas praias em Coloane, onde por vezes as pessoas deixam as suas lanternas flutuar.

Ao cair da noite muitas pessoas juntam se a observar a lua e para tal transportam lanternas das mais variadas formas e cores (é por isso também chamado a festa das lanternas), lanternas que antigamente eram de papel e bambu iluminadas com velas.

Várias lendas são lembradas nesta altura, desde a de Seong-Ngó, (a mulher do arqueiro divino que roubou e comeu a pílula da imortalidade oferecida pelos deuses ao marido e que, de castigo, foi desterrada para alua, onde se transforma de vez em quando numa rã de três patas), à lenda da lebre ou do coelho lunar, (que, elevado a divindade, também lá habita e passa a vida a preparar pílulas da imortalidade no seu almofariz).

中秋节快乐!

Texto original de: http://reason.blogsome.com/2005/09/28/o-bolo-da-lua/

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