Primeiro dia na China, o impacto com os chineses

Trinta e seis horas de vôo para chegar aqui (7 pra chegar nos EUA, 4 pra chegar em Dallas e 16 horas de Dallas para Hong Kong). O último vôo não foi brincadeira, a cadeira era bem pequena embora reclinasse mais que o normal. Mas desembarquei em Hong Kong e vamos partir daí!

20150830183036No aeroporto as pessoas são muito prestativas. A grande maioria fala um inglês bom. Compramos ticket de trem+ônibus para me deixar na porta do meu hotel ao preço médio de 45 reais, melhor que um táxi no Brasil pela distância percorrida, mais caro que nosso transporte público. Metrô de primeiro mundo e sistema bem eficiente. A cidade a noite é colorida por luzes de neon em regiões comerciais onde até a lojinha de que vende bolsas falsas se destaca. Isso tudo combina com a cordilheira de prédios realmente gigantes te mostrando que no Brasil não sabemos o que significa densidade populacional elevada. Todo quarteirão parece ter seu 7Eleven (lojinha de conveniência e dos poucos lugares que aceita cartão até agora) e farmácia chinesa (já vi umas 3 franquias de farmácias onde produtos naturais são vendidos em embalagens bem industrializadas, comprimidos como no ocidente formado só de princípios ativos obtidos quimicamente são bem minoria, tudo parece ser extraído de recursos naturais). McDonalds é comum e o preço não é longe do praticado no Brasil. Em geral achei comida meio caro aqui.

Hong Kong estava com 29 graus às 21 horas e a maioria das lojas ficam abertas até quase meia noite. A umidade é absurdamente alta fazendo a cidade parecer um forno a noite. Pinguei suor depois de passear por 4 km. como sei que a não há violência nas ruas e a criminalidade é basicamente furtos sem confronto, só guardei celular e carteira no fundo do bolso. O google maps deixou baixar offline o mapa da região e isso foi de grande ajuda aliado ao GPS.

Primeira rua que entramos e uma das menos iluminadas por letreiros

Primeira rua que entramos e uma das menos iluminadas por letreiros

A cidade é limpa, e mesmo com as feirinhas de ruas que fecham várias quarteirões com suas barraquinhas de produtos de segunda classe, é incomum ver lixo no chão. Nessas feirinhas a regra é: apontou ou olhou demais, o vendedor provavelmente vai te abordar. Se pegar ou perguntar o preço, pronto, ele é capaz de te perseguir pra realizar a venda! Tenha cautela e tente analisar sem demonstrar muito interesse. Aqui começa a aparecer o estilo do comerciante chinês. Ele interroga pra negociar preço e pra que você finalize a compra. Tentei ser malandro e quando eles davam um preço eu falava um terço do valor. A maioria reage como se você tivesse os insultando. Isso tudo é um teatro, não se engane. Eles que parecem ser frios e nessas horas o preço dispara um bate-boca. É basicamente cultural, um brasileiro pode achar que isso geraria desgaste emocional na pessoa, mas eles são assim com todo mundo. Alguns vão atrás de você depois aceitando sua proposta, alguns vão falar que não querem mais vender, dar uma contra proposta perto e caso não aceite vão te ignorar e outros vão atrás pra você ou aceitar a proposta deles ou aceitando sua proposta. Essas barraquinhas não são pra estilo brasileiro, mas o preço pode compensar e muito!

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Comida em Hong Kong me parece caro. Bens de consumo não, mas espetinhos, sucos, chás e comidas típicas, espere pagar o preço de um shopping paulista. Um sorvete chique na rua é o preço da sua suada peça de roupa negociada em barraquinha. Terra de contrastes de preços. Vi um muitos frutos do mar vivos na porta dos estabelecimentos pra você escolher o seu e eles prepararem. Pasmem, mas o já caro caranguejo rei do Alasca que nos EUA já é uma iguaria que pode chegar a 70 dólares americanos o quilo, aqui encontrei um espécime no aquário pronto para ser cozido por 3 mil dólares de Hong Kong, o que na cotação de hoje é 1.500 reais! Li de restaurantes muito baratos aqui. Tentarei achá-los.

Nas ruas em geral eles são rudes. Cordialidade brasileira realmente é uma característica latina. Fazem seu trabalho sem querer te conhecer. Em Minas Gerais é comum você quase tomar um cafézinho com os vendedores. Bom dia, “até mais tarde” são coisas que não existem pros chineses, é “oi e tchau”. As ruas estavam cheias até bem mais de 23 horas, inclusive com muitos adolescentes. Vi muitos casais e namorados mas nenhuma demonstração de afeto como beijos e abraços. Mão dada pode *rs*! As pessoas em grupos, com os amigos, falam alto, riem, mas em geral parecem ser fechadas principalmente quando estão sozinhas.

Nesse primeiro dia o destaque pra mim é não foi a linda arquitetura de Hong Kong, mas definitivamente o povo chinês. Vamos pro dia 2 e ver como será!

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再见!

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