Hong Kong: a modernidade

DSC_0076Segundo dia em hk e aqui continua quente, a temperatura é constante durante o dia todo, mantendo-se em 28 graus e umidade de embaçar a lente com facilidade. A cidade de HK é formada por uma porção continental, a ilha de HK e a ilha de Lantau. Fomos pra ilha de HK onde ficam os prédios mais modernos e a vista da cidade, ponto turistico mais famoso.

Nas ruas há 3 tipos de carros basicamente, taxis compostos praticamente por toyotas da decada de 90 pintados de vemelho e amarelo, carros de familia que são mini vans, de todas as marcas e modelos com aquela porta de correr e bastante espaçosos e carros dos ricos, composto por sedans da BMW, Lexus… e esportivos como porshe, nitidamente mais caros. Raras são as excessões. Não vi bicicletas a não ser em praticantes de pedalada esportiva. Logo se você mora em HK, é solteiro e não é rico nem taxista provavelmente usa o transporte público. O transporte é fantástico e quase que tem uma cidade subterrânea debaixo da cidade. É possível transitar entre algumas estações caminhando e isso significa várias centenas de metros de subsolo com lojas, climatização e mais gente caminhando do que na rua, dependendo do clima lá em cima. O sistema de bilhete funciona com você informando em qual estação deseja descer. Quanto mais longe, mais caro, e não sei se a há fiscalização disso. Você precisa usar o bilhete pra entrar e também pra sair do sistema do metrô, mas teoricamente é possível comprar pra uma estação perto, pagar menos e ir até mais longe. Nem cogitei agir assim, pois como na Europa, Hong Kong tem estrutura e cultura de um país de primeiro mundo.

A cidade é rechada de prédios com arquitetura assustadoramente moderna e ousada. Concluí que não é uma cidade de contrastes com velho e novo, é uma cidade moderna que cuida de seus aspectos mais antigos. Isso é bem visto no Parque de Hong Kong, no meio de prédios espelhados das formas lindas e mais de 50 metros, está um oásis com bonsais, dezenas de espécies de árvores (todas com etiquetas de identificação), laguinhos, fonte e cachoeira artificiais, aviário e conservatório com dezenas de animais e plantas. O barulho some e senão é pelo horizonte arquitetônico, é possivel esquecer que a cidade é quase futurista. Tem museu e monumento de tudo pela cidade. Museu do chá, da história, espaço dos artistas de mangá com estátuas, dos artistas de artes marciais, a famosa estátua de bronze de Bruce Lee que até hoje tem filas e causa encantamento nos turistas. Mais uma prova que qualidade de vida exige uma cultura vasta e disponível.

As feiras de rua cheia de barraquinhas, os prédios de no máximo 8 andares lotado de varais do nas janelas, são resquícios de um jeito de viver da cidade que já deu lugar a um modelo do século XXI. A vista dos prédios iluminados a noite que é a verdadeira Hong Kong. Na minha opinião, se tivesse que escolher uma imagem única de um local para representar uma cidade, Hong Kong estaria em primeiro lugar em beleza com sua vista da ilha a noite. A frente de NY e Paris. Agora a maior surpresa da cidade viria no dia seguinte e não tem nada de moderno nisso.

DSC_0248No terceiro dia fomos atrás do famoso Buda Gigante: Tian Tan Budda. Uma hora e meia de metrô pra chegar no bondinho que leva lá. Ele fica na ilha de Lantau, a mesma da Disney e do aeroporto. O Bondinho é bem mais caro que ir de ônibus, mas além de mais rápido é uma surpresa inesquecível. Passar por cima das montanhas de Hong Kong até chegar lá, nossa! As montanhas são altas, mas eu digo, realmente altas. Não tem comparação com as montanhas de Minas e São Paulo, quando o bondinho está no alto é como estar num avião. O vento faz uma sinfônia gostosa e o constraste de montanhas, nuvens, mar, reserva de pescadores com aeroporto e prédios mostra uma riqueza heterogênea que é difícil por transmitir em palavras. Isso tudo leva a um monastério escondido atrás das montanhas e ao gigante buda de bronze. Imagens maravilhosas que ficam mais belas quanto mais perto se chega.

O local é indescritível, nem tentarei ser muito detalhista pois não dá. Não há imagem, nem mil palavras. Tem que tá lá pra entender. O Buda tá ali em meio ao verde da montanha com uma paz digna de um ser iluminado. O monastério que nos recebe com cheiro de incenso, esconde dentro de si o templo dos 10.000 Budas. E é literal, um salão dourado com 10.000 imagens de Buda. Um lugar com uma energia absurda. Uma imponência capaz de impressionar qualquer pessoa! Um dos lugares pra guardar com carinho na memória. Hong Kong é diferente da China continental. É um lugar que precisa ser conhecido por qualquer viajante independente da sua atração pelo oriental, ocidental, moderno ou antigo. Lá tem tudo!

 

 

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