Shanghai, a São Paulo da China

No quinto dia acordamos cedo e fomos pra Praça do Povo. Os carros as vezes desrespeitam o sinal vermelho aqui. As bicicletas elétricas e scooters (bem estilo cenário de videogame) não tem regras e parecem ter preferência pra tudo. Andam na contra mão, na calçada, na pista destinada a elas e bicicletas. As vezes parece que elas vão te seguir até você entrar em estabelecimento e fechar a porta. E buzinam! Como buzinam! Pedem pra você abrir caminho saindo da frente faltando 30 metros ainda. É assim que funciona. Ironicamente, pensei em atravessar quando estava vermelho pros pedestres mas não tinha carro vindo… Guardinha viu, apitou e fez sinal: Volta lá e espera! Toma!

A praça é bonita e o centro de Shanghai é indescritível. ruas largas, calçadas bem cuidadas. Aqui já teve cara de país de terceiro mundo? A arquitetura não perde em nada pra Hong Kong. Andando no parque, falo pra Stella: “olha essa moça do nosso lado, que cara de brasileira ela tem”. Como praticamente ninguém nos entende, passamos a falar tudo sem filtro na cara das pessoas mesmo. Ela até pensou em rir da minha cara e responder que brasileiro não tem cara, mas nisso a mulher volta e fala: “oi sou mesmo!” e assim fazemos uma amizade. Rita do Guarujá que já está aqui desde 2001, mas já morou também 4 anos na Itália e escolheu voltar pra cá e tem filhas em Nova Iorque. Família do mundo e fala que não tem lugar como Shanghai. Que aqui é São Paulo da China. Descreveu bem! A qualidade de vida parece ser muito boa aqui, o clima é agradável. Eu mesmo acho que seria muito feliz nessa cidade.

imageRodamos uma rua de lojas modernas, a Nanjing do leste (várias ruas aqui tem seu nome e identificação se é do lado leste ou oeste, só não sei a que ainda). Lojas ocidentais aos montes, Apple Store, Zara, H&M, Forever 21 entre outras grifes que não conheço , loja dos M&M… e logo ao lado muitas ruazinhas com barraquinhas e lojas com bugigangas chinesas, relógio, óculos, lembrancinhas. Maravilha! Como a Rita mesmo falou, comunismo já era. Aqui é a terra da liberdade. Tem de tudo pra comprar, tem se liberdade pra fazer coisas demais. American way of life melhorado? Se cuida tio Sam, os chineses aqui estão vivendo melhor. Muitas coisas podem ser uma pechincha na China ainda, mas essas grifes não vieram pra cá vender a preço de banana não. E elas vendem bem. Compramos um pouco M&M na loja oficial que tem tudo igual ao de NY. Até as músicas pop americana que dão um clima de local feliz. 250 gramas de M&M custam 55 Yuan o que dá mais ou menos 23 reais. Caro, mas vai pela experiência. A rua estava cheia por que é feriado aqui hoje. Fomos até o porto onde tem a vista pro outro lado do rio e pros prédios modernos, chamam esse local de The Bund. Assim como em Hong Kong. Shanghai também tem seu cartão postal moderno. Lindo!
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Depois fomos até ao Jardim Yu Yang, nome uma região que preserva o estilo clássico da China com ruas apertadas, arquitetura oriental, lojinhas, gastronomia típica e é claro, um jardim maravilhoso, mas que tem que pagar pra entrar. Vale o preço! São as fotos mais chinesas da viagem até agora. Muita gente tirando selfie, famílias inteiras caminhando felizes, crianças gritando. Lagos artificiais cheios de peixes ávidos pra receberem um snack seu e um cantinho de paz no meio da bagunça tumultuada e ar de feirinha que as ruas clássicas estavam nesse feriado nacional que eu não sei de que é.

Voltamos pro Bund e ficamos esperando o sol se por. A poluição desce a medida que a temperatura cai uma névoa começa embasar a vista dos prédios mais longes mais altos. A maioria dos prédios se ilumina e fazem um espetáculo de cores. Um show visto por mais de dezenas de milhares de pessoas em volta da gente. É tanta gente aqui que na hora de ir embora tem que seguir uma fila de acordo com a direção que se pegar pegar. Os guardas organizam tudo. Mandam parar pra passar carro, mandam carro parar pra passar gente. Nunca vi tanta gente andando assim de forma organizada. Acho que tem mais gente aqui pra ver esse show de luz de fim do dia que no carnaval de Diamantina. Parece a concentração de pessoas pra festa de ano novo em Copacabana ou Times Square. Tem idéia? Isso é a China! Um mundo de gente que funciona.
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